sábado, 4 de agosto de 2012

Microdermal ou Dermal anchor. (Body Modification)


Hoje vou falar um pouco de microdermal, por que todo mundo que vê a vitrine de piercing, olha pro microdermal e falam: ah, esse é para nariz né?
NÃO, NÃO É PARA NARIZ, É MICRODERMAL!!
An? Micro o que?
Enfim, falar um pouco sobre o microdermal ( ou microdermal anchor, como é conhecido lá fora ), para algumas pessoas do meio e para profissionais da área, esse nome não é nada estranho, mas…não faço esse blog  voltado exclusivamente para profissionais, e sim, para o publico em geral.
Microdermal seria vulgarmente chamado de piercing de um ponto só (feio esse nome), mas seria o mais fácil pra ter noção, enquanto os piercing entram e saem da pele, enquanto têm dois pontos (uma entrada e uma saída) o microdermal tem apenas um ponto, uma entrada.



Antes esse efeito de um ponto, só era possível com o transdermal, mas era um processo cirúrgico, e uma boa parte com o se passar dos anos, rejeitavam e eram bem complicados de se tirarem, o processo era bem brutal, incluindo suturas.
Depois tentaram outros métodos e outros tipos de jóias, mas nenhuma deram muito certo por conta do desing e para aplicação da joias, até que chegaram ao microdermal.
São bem populares fora do Brasil, aqui, infelizmente  não acho que fazemos tantos em relação a outros países, acho que primeiro, por ser diferente desperta ainda medo (?) e pelo preço: um piercing em media custa R$50.00, um microdermal, em media R$100, mas acho que o que assusta mais, seria o desconhecido, por não terem noção ainda de como seja uma aplicação.
Enquanto o piercing se faz apenas com uso de agulhas ( americanas ou cateter) , o micro se pode fazer com: bisturi, agulhas e com punchs ( esse o mais feito e o mais recomendado), grande parte de pessoas da Europa e estados unidos  fazem com punch, no Brasil se faz das 03 formas, por que aqui, é um pouco difícil se achar punch, sem contar o preço elevado de um punch, levando muitos profissionais do Brasil a recorrer outras técnicas.

A Técnica:

Uma jóia de “dermal anchoring” pode ser introduzido na pele de diferentes maneiras, e diante disso o piercer deverá escolher aquela que ele melhor se adapte e também a que melhor acomodará a jóia, levando em consideração o local do corpo, a tensão e o tipo da pele da pessoa. 

Os dois métodos mais comuns são o “dumping” (fig. 1), que é feito com agulhas americanas e o “strike” (fig.2), que é feito com um dermal punch.
 

A dor na hora da aplicação em ambos os métodos é praticamente a mesma, porém a técnica que utiliza as agulhas americanas (blades) é um pouco mais rápida, pois não é necessária a utilização de um pino de inserção para deslocar a pele para acomodar a peça (dermal anchor). A desvantagem dessa técnica é que o trauma causado no local (fig. 3) é um pouco maior, e a jóia tende a ficar mais “justa” dentro da perfuração, o que pode facilitar uma possível rejeição da peça. Já na técnica que utiliza o dermal punch, a perfuração por onde entrará a peça é feita com uma pequena remoção de tecido (de aproximadamente 1,5mm) e o local que acomodará a base da peça é aberto com um pequeno deslocamento da pele, feito com um pino de inserção de mesma medida que a haste do dermal anchor. Essa técnica, além de menos traumática, acomoda a jóia de uma maneira que ela exerce menos pressão sob a pele (fig. 4), facilitando a cicatrização da mesma.
 

Existe ainda uma terceira maneira de se introduzir um dermal anchor, que é utilizando scalp, só que analisando os prós e contras, essa técnica não oferece nenhuma vantagem sobre as outras duas já citadas aqui, muito pelo contrario, pois o trauma causado pelo corte pode acabar facilitando que a jóia escape do local onde foi alojada antes mesmo de iniciar o processo de cicatrização






Nenhum comentário:

Postar um comentário